EGITO ANTIGO
Localização: Situado no nordeste da África, o Egito antigo compreendia duas grandes regiões: o Alto Egito (região do vale) e o Baixo Egito (região do delta do Nilo).
Desde 5000 a.C, as diversas aldeias camponesas estavam espalhadas ao longo do rio Nilo. Ao longo tempo, as diversas disputas por terras fizeram com que surgissem os nomos (conjuntos de aldeias governadas pelos nomarcas – chefes mais poderosos).
Em 3200 a.C, o rei Menés, do Alto Egito, unificou os dois reinos, tornando-se rei do Alto e do Baixo Egito.
HISTÓRIA POLÍTICA DO EGITO ANTIGO
O Egito era uma monarquia despótica, onde o rei (faraó) era considerado um deus vivo. A economia era basicamente agrária, baseada na servidão coletiva dos camponeses (felás).
ANTIGO IMPÉRIO (3000 a.C a 2300 a.C)
Os faraós conseguiram impor sua autoridade. Período de realização de grandes obras públicas como as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Transferência da capital de Tinis para Mênfis.
MÉDIO IMPÉRIO (2050 a.C a 1750 a.C)
Conquistaram a Núbia. Capital em Tebas. Rebeliões internas, camponesas (nomos) e escravos contra a autoridade do faraó. Em 1750 a.C, os hicsos (povo de origem asiática) invadem e conquistam o Egito por mais de 150 anos.
NOVO IMPÉRIO (1580 a.C a 1080 a.C)
Inicia-se com a expulsão dos hicsos.Os faraós organizaram um poderoso exército e reconquistaram a Núbia. A partir do século VIII a.C, o Egito foi invadido por núbios, assírios e persas, até que em 322 a.C, foi conquistado por Alexandre Magno (o Grande).
SOCIEDADE
O faraó era o governante supremo, detinha a autoridade religiosa, administrativa, juiz e militar. O faraó contava com a ajuda de funcionários como os escribas, que detinham o conhecimento da escrita.
O vizir era a maior autoridade depois do faraó, cabia a ele tomar as decisões jurídicas, administrativas e financeiras em nome do faraó.
Os sacerdotes eram responsáveis pelos templos religiosos.
Os nobres viviam cercados de luxo e conforto e eram descendentes das famílias mais importantes dos antigos nomos.
Havia também os comerciantes e artesãos (barbeiro, marceneiro, escultor, ourives e tecelão). Os escravos geralmente eram prisioneiros de guerra e trabalhavam em afazeres domésticos ou nas minas e pedreiras.
Os camponeses constituíam a maioria da população. Trabalhavam nas propriedades do faraó e dos sacerdotes. Eram obrigados a trabalhar na construção de obras públicas, como pirâmides, templos e palácios.
RELIGIÃO
Acreditavam na vida após a morte, com isso desenvolveram o processo de conservação do corpo (mumificação). Acreditavam em vários deuses (politeísmo), com formas humanas e animal. Amon-Rá (deus Sol) era o mais cultuado em todo o Egito.
1 - UFMS- verão - 2004 - A respeito da sociedade egípcia da Antiguidade Oriental, é correto afirmar que:
(A) a formação dos "nomos", as reuniões de comunidades de aldeias, ocorreu após a formação do Estado, o qual emergiu entre 4.000 e 3.000 a.C.
(B) o Estado egípcio era uma "Monarquia Despótica", isto é, uma monarquia em que o soberano era ao mesmo tempo um governante e um deus.
(C) o faraó governava por meio de um aparelho burocrático bastante simples e eficiente, constituído basicamente por alguns escribas e soldados.
(D) o exército egípcio era pequeno, não profissionalizado e empregado apenas na defesa do faraó e de sua família.
(E) a escravidão coletiva foi o regime de produção dominante na época.
GABARITO
1 - Alternativa correta (B) - O Egito era uma monarquia despótica, onde o rei (faraó) era considerado um deus vivo. A alternativa (A) está incorreta, pois os nomos surgem antes da formação do Estado e foi com a união progressiva dos vários nomos que deram origem ao Estado egípcio. A alternativa (C) está incorreta, pois o aparelho burocrático do faraó era muito complexo e contava com o auxílio de muitos funcionários. O exército egípcio era um treinado para a defesa, conquista e expansão do seu território. A alternativa (E) está incorreta, pois a servidão coletiva foi regime de produção dominante,os escravos geralmente eram prisioneiros de guerra.
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